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HORA DE MUDAR DE NÍVEL

 

RESOLVENDO ERROS COMUNS

Hidratação e reposição eletrolítica

 

O suor é um mecanismo de proteção do corpo, responsável por regular a temperatura e permitir que você continue correndo com segurança.

Durante a corrida, a temperatura interna se eleva. Para evitar o superaquecimento, o organismo ativa o suor, promovendo a troca de calor entre o corpo e o ambiente. Esse processo é essencial para o desempenho, mas envolve custos fisiológicos importantes.

O que acontece quando você sua

As condições do ambiente — como temperatura, umidade, altitude e nível de hidratação — influenciam diretamente a resposta do corpo. Para manter o esforço, o organismo se ajusta constantemente, mas esse ajuste resulta em perdas inevitáveis:

  • água, fundamental para o funcionamento do corpo

  • sais minerais (eletrólitos), eliminados junto com o suor

Quando a perda não é compensada de forma adequada, a consequência pode ser:

  • queda de rendimento

  • aumento da percepção de esforço

  • fadiga mais precoce

Em situações de calor excessivo, esses efeitos se intensificam ainda mais.

Por que hidratar não é só beber água

A hidratação adequada vai além da ingestão de líquidos.
A reposição correta de eletrólitos ajuda a manter:

  • o equilíbrio hídrico

  • a função muscular

  • a eficiência do sistema nervoso

Sem essa reposição, o corpo perde a capacidade de sustentar o ritmo, mesmo com bom condicionamento.

Estratégia faz diferença

Cada corredor responde de forma diferente às condições ambientais e ao esforço. Por isso, entender qual é a melhor estratégia de hidratação e reposição eletrolítica para o seu perfil faz toda a diferença na evolução e na segurança durante a corrida.

👉 Para aprender como aplicar essas estratégias de forma prática e individualizada, junte-se a nós.

Hidratar bem não é detalhe. É parte fundamental de correr melhor, por mais tempo e com segurança.

Alongamento — antes e depois da corrida

 

Um bom trabalho de mobilidade e alongamento contribui para longevidade na corrida e para uma melhor experiência em treinos e provas. Mas ele precisa ser feito do jeito certo.

Antes da corrida: preparar, não relaxar

Antes do treino ou da prova, o objetivo não é “alongar”, e sim preparar o corpo para o movimento.

Por isso, o recomendado é:

  • movimentos ativos e dinâmicos

  • exercícios que elevem a temperatura corporal

  • gestos semelhantes aos da corrida

Alongamentos estáticos prolongados antes de correr não são indicados, pois podem reduzir temporariamente a capacidade de gerar força e controle.

Depois da corrida: recuperar e relaxar

Após o treino ou a prova, o foco muda.
Aqui, o alongamento passivo pode ser utilizado, com ou sem auxílio, como parte do processo de relaxamento e percepção corporal.

É importante esclarecer:

  • alongamento não “evita” todas as lesões

  • mas pode ajudar no conforto muscular e na sensação de recuperação

Muitas queixas musculares estão associadas não apenas à falta de alongamento, mas a um programa de recuperação mal estruturado.

Um ponto importante

Quando falamos em alongamento aqui, estamos nos referindo aos exercícios realizados, e não ao nível de flexibilidade individual do corredor.

Tempo adequado, boa distribuição ao longo da semana e exercícios corretos são ferramentas que complementam a proteção da musculatura e das articulações — junto com força, volume bem dosado e recuperação.

Aplicação prática

O trabalho de preparação pré-corrida e uma sequência completa de exercícios você encontra no programa de Treinamento Personalizado, onde tudo é organizado de forma integrada ao seu plano de corrida.

Em resumo

  • Antes de correr: ativar e preparar

  • Depois de correr: relaxar e recuperar

  • Alongamento ajuda, mas não substitui força, planejamento e recuperação

Correr bem é cuidar do corpo como um sistema —
não apostar em soluções isoladas.

 

Material Adequado

 

Investir de forma inteligente no material certo pode levar você mais longe, além de ajudar a evitar fadiga precoce e lesões.

Não é preciso gastar milhares de reais.
O mais importante é utilizar o equipamento adequado para você — e isso significa entender que o material do seu amigo pode não ser o ideal para o seu corpo, seu nível de treino e seus objetivos.

O que realmente importa na escolha do material

Roupas, meias, tênis, acessórios de hidratação e até a suplementação precisam estar na medida certa da sua necessidade, tanto do ponto de vista do conforto quanto da performance.

Um exemplo simples:
um tênis de R$ 2000 pode ser excelente para uma pessoa e totalmente inadequado para outra, dependendo de fatores como ajuste ao pé, conforto, tipo de treino e resposta do corpo durante a corrida.

O mesmo vale para as roupas. Tecidos adequados ajudam na troca de calor, no controle do suor e também na proteção em dias frios ou com condições climáticas adversas.

Material certo reduz desgaste

Quando o equipamento está bem ajustado:

  • o corpo sofre menos impacto desnecessário

  • o conforto aumenta

  • a fadiga demora mais a aparecer

  • o risco de lesões diminui

Material não faz milagre, mas material inadequado atrapalha muito.

Informação faz parte do treino

Escolher bem o equipamento também é parte do processo de evolução na corrida.
Por isso, venha aprender como fazer escolhas mais conscientes, alinhadas com seu momento e seus objetivos.

Correr bem não é ter o equipamento mais caro.
É ter o equipamento certo, na hora certa.

O QUE É A HIPOGLICEMIA DE REBOTE?

  • É a queda rápida da glicose no sangue que pode acontecer logo após o início da corrida

  • Geralmente surge quando a pessoa come carboidrato no momento errado, sem estratégia

  • O resultado é sensação súbita de:

    • fraqueza;

    • tontura;

    • pernas “vazias”;

    • queda de ritmo logo no começo da prova.

POR QUE A HIPOGLICEMIA DE REBOTE ACONTECE?

  • Consumo de carboidrato muito cedo antes da largada.

  • Longo intervalo entre comer e começar a correr.

  • Pico de insulina ainda em repouso.

  • Início do exercício “puxando” glicose para o músculo.

👉 Não é falta de condicionamento. É erro de timing.

O QUE ACONTECE NO CORPO?

  • O carboidrato aumenta a glicose.

  • O corpo libera insulina.

  • A corrida começa.

  • O músculo “suga” a glicose rapidamente.

  • A glicemia cai mais do que deveria.

👉 Sensação clássica: “parece que acabou a energia logo no início”.

HIPOGLICEMIA DE REBOTE ≠ PROBLEMA COM CARBOIDRATO

  • O carboidrato não é o vilão.

  • O erro está no momento, não no nutriente.

  • Estratégia correta evita o problema e melhora a performance.

RESUMO FINAL 

  • Hipoglicemia de rebote é comum e evitável.

  • Está ligada ao timing errado da alimentação.

  • Pode arruinar o início da prova.

  • Uma estratégia simples resolve.

COMO EVITAR A HIPOGLICEMIA DE REBOTE?

Quer parar de “quebrar” logo no começo da corrida?
Aprenda a usar o carboidrato no momento certo. Agende sua avaliação.

O QUE É RED-S (DEFICIÊNCIA ENERGÉTICA RELATIVA NO ESPORTE)?

  • RED-S acontece quando o corpo gasta mais energia do que recebe por tempo prolongado.

  • Não é falta de treino, é falta de combustível.

  • Afeta homens e mulheres, amadores e experientes.

👉 Na corrida de rua, é mais comum do que parece.

POR QUE O RED-S É FREQUENTE EM CORREDORES?

  • Corrida tem:

    • alto gasto calórico;

    • fácil acesso (dá para exagerar no volume).

  • Cultura de:

    • “quanto mais leve, melhor”;

    • medo excessivo de carboidrato.

  • Treinos frequentes sem ajuste alimentar proporcional.

👉 O erro não é correr. É correr sem energia suficiente.

SINAIS COMUNS DE RED-S NA CORRIDA DE RUA

  • Queda de performance mesmo treinando mais;

  • Fadiga constante;

  • Dificuldade de recuperação;

  • Infecções frequentes;

  • Alterações de humor e sono;

  • Queda de libido;

  • Em mulheres: alterações no ciclo menstrual.

👉 RED-S não começa grave. Ele vai se instalando.

O QUE ACONTECE NO CORPO?

  • Falta de energia → aumento do cortisol.

  • Redução de hormônios importantes:

    • testosterona;

    • estradiol;

    • T3 (hormônio da tireoide);

  • Piora da recuperação muscular;

  • Aumento do risco de lesões e overtraining.

👉 O corpo entra em modo economia, não em modo performance.

RED-S NÃO É…

  • Falta de força de vontade.

  • Preguiça.

  • “Fase ruim”.

  • Problema psicológico isolado.

👉 É um problema fisiológico.

A RELAÇÃO ENTRE RED-S E ALIMENTAÇÃO

  • Comer pouco para o volume de treino.

  • Evitar carboidrato em treinos importantes.

  • Treinar em jejum com frequência.

  • Falhar na reposição pós-treino.

👉 O déficit pode ser pequeno por dia, mas grave ao longo das semanas.

RED-S NÃO É SÓ EM ELITE

  • O corredor recreacional é altamente vulnerável.

  • Falta de orientação + excesso de informação da internet.

  • Dietas “da moda” aplicadas a quem corre.

👉 Quanto mais se treina, mais estratégica precisa ser a nutrição.

COMO PREVENIR RED-S NA CORRIDA

  • Ajustar alimentação ao tipo de treino.

  • Garantir carboidrato nos treinos de ritmo e longão.

  • Respeitar recuperação.

  • Não tratar alimentação como inimiga.

  • Entender que energia é ferramenta de desempenho.

RESUMO FINAL 

  • RED-S é comum na corrida de rua.

  • Surge por falta de energia, não por falta de treino.

  • Afeta performance, saúde e longevidade esportiva.

  • É prevenível com estratégia correta.

Treinar mais não resolve RED-S.
Treinar com energia resolve. Agende sua avaliação e corra com saúde e desempenho.

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