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Como evitar lesões mais graves — aquelas que podem nos afastar da corrida por um período prolongado ou, pior ainda, nos impedir de praticar a atividade que amamos.

Prestar atenção aos sinais que o corpo envia é fundamental.
Aquele incômodo que não desaparece, a dor que insiste em correr junto com você, o tempo cada vez maior para se recuperar de uma dor muscular, a sensação de peso excessivo nas articulações após uma corrida longa… tudo isso merece atenção.

Ignorar esses sinais não é sinal de força.
Na maioria das vezes, é o caminho mais curto para uma lesão mais séria.

Lembre-se: é muito melhor parar por uma semana — ou até por um mês — para tratar e se recuperar completamente, do que conviver com dores constantes ou acabar afastado da corrida por muito mais tempo.

👉 Prevenção sempre será melhor do que reabilitação.

Chegou o fim de semana, hora de entrar em forma! Será?

 

Infelizmente, para muitas pessoas, essa ainda é uma prática comum: passar a semana inteira sem se exercitar e tentar “resolver tudo” no fim de semana.

Além de não gerar resultado real, esse comportamento aumenta — e muito — os riscos à saúde.

O problema não é apenas a sobrecarga em articulações mal preparadas ou uma possível lesão muscular. Isso, muitas vezes, é o menor dos riscos.


O mais preocupante é o esforço cardiorrespiratório realizado sem regularidade, controle ou limites adequados. Esse tipo de prática pode, sim, levar a mal-estar importante e, em casos extremos, a situações graves.

É importante deixar claro:
👉 não existe atividade física contraindicada.
👉 existem pessoas não preparadas para determinada atividade naquele momento.

Para não ser surpreendido durante uma prática esportiva, o caminho é simples: regularidade.
Dedicar um pouco de tempo ao exercício ao longo da semana prepara o corpo para responder melhor aos estímulos, reduz riscos e melhora o desempenho.

O exercício regular promove saúde, bem-estar e segurança.
Pense como uma prova na escola: quanto mais você estuda, melhor tende a ser o resultado.
Com o corpo funciona da mesma forma — não existe atalho sem consequência.

Treine com constância.
Cuide do seu corpo.
E evolua com segurança.

Treinar com companhia pode ser muito positivo,

 

desde que ambos estejam vivendo momentos semelhantes de capacidade física.

Ter alguém para correr junto aumenta a motivação, reduz a chance de desistir nos dias de preguiça e ainda cria uma competitividade saudável, que ajuda a manter a constância nos treinos.

Por outro lado, o oposto também acontece.


Tentar acompanhar alguém que corre mais rápido ou percorre distâncias maiores do que você está preparado, muitas vezes, leva à frustração, ao excesso de esforço e até a lesões.

Não há problema algum em querer evoluir, correr mais rápido ou melhorar o condicionamento.
O problema começa quando você ultrapassa seus próprios limites tentando seguir o ritmo de outra pessoa.

Cada corpo tem seu tempo.
Faça a sua corrida.
Deixe a corrida do seu companheiro para ele.

Evoluir é importante.
Respeitar o processo é indispensável.

Experimentar terrenos e pisos diferentes pode ser muito interessante para quem corre.

A princípio, não existe certo ou errado na proporção de treinos feitos em cada tipo de superfície.

O que realmente faz diferença é não ignorar o terreno da prova.


Se você vai correr uma prova de rua, especialmente pela primeira vez, é importante que a maior parte da sua preparação aconteça na rua. O corpo precisa se adaptar ao impacto, à resposta do solo e às exigências específicas daquele ambiente.

Do ponto de vista do condicionamento físico e da saúde, não há problema algum em continuar utilizando a esteira. Ela pode ser uma ótima opção, principalmente para quem está sentindo algum incômodo articular ou retornando de uma lesão.


Além disso, as esteiras mais modernas contam com sistemas de amortecimento que ajudam a reduzir o impacto e proteger o praticante.

Quando falamos em motivação, a corrida ao ar livre é praticamente imbatível.
Novas paisagens, percursos diferentes e o contato com o ambiente tornam o treino mais leve e prazeroso.

O mais importante é não ter pressa.
Com o tempo, você aprende a dosar melhor a quantidade ideal de treinos em cada terreno, respeitando seu momento, seus objetivos e a prova que pretende realizar.

Variar com consciência é o que transforma a corrida em evolução — não em desgaste.

E a pisada? O que a ciência diz hoje.

 

Você provavelmente já ouviu falar nos tipos de pisada: pronada, supinada e neutra.


Durante muitos anos, acreditava-se que escolher o tênis exclusivamente com base nisso era essencial. Hoje, as evidências mais recentes mostram algo importante.

👉 Conforto e adaptação ao corredor são mais importantes do que classificar rigidamente a pisada.

Isso não significa que a pisada não exista, mas sim que:

  • A maioria das pessoas se adapta bem a tênis neutros;

  • Correções excessivas nem sempre previnem lesões;

  • O corpo tem capacidade natural de ajuste quando o calçado é confortável.

O principal sinal de que o tênis não é adequado não está no rótulo, mas no corpo:

  • desconforto persistente;

  • dores que surgem após os treinos;

  • sensação de instabilidade.

 

Compatibilidade ainda importa — mas com bom senso

Um tênis inadequado pode gerar desconforto e, com o tempo, aumentar o risco de lesões.
Por isso, a escolha deve considerar:

  • conforto imediato;

  • bom ajuste ao pé;

  • sensação estável durante a corrida;

  • tipo de treino que você realiza;

O melhor teste ainda é simples: o tênis precisa “sumir” no pé enquanto você corre.

Alternar tênis é recomendação atual

Outro ponto muito importante — e frequentemente ignorado — é a rotação de tênis.

Mesmo em corridas curtas:

  • o material do tênis se deforma com o impacto e o peso corporal;

  • o calçado precisa de tempo para recuperar suas propriedades.

Alternar entre dois pares:

  • reduz o estresse repetitivo;

  • melhora a durabilidade do material;

  • pode ajudar na prevenção de lesões;

👉 Sim, o tênis também precisa descansar.

Em resumo

  • Tênis caro não é sinônimo de tênis certo.

  • Conforto e adaptação são prioridade.

  • Pisada existe, mas não deve ser tratada de forma rígida.

  • Rotacionar tênis é uma estratégia inteligente.

  • O corpo sempre dá sinais quando algo não está funcionando.

 

Correr bem começa pelo chão e o tênis é o primeiro contato entre você e a corrida.

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